
A consultoria é importante para identificar possíveis dificuldades que a uma empresa enfrenta
sem que ela (empresa), consiga detectar o problema ou achar uma solução.
Acredito que a melhor maneira de explicar é relatar alguns casos sem identificar os clientes.
- NA ÁREA DE EDUCAÇÃO
Uma escola especial para alunos com dificuldade de aprendizagem e crianças com necessidades especiais. Tudo no mesmo prédio, no caso, uma casa bem grande. Os pais e as crianças com essa dificuldade de aprendizado, sentiam-se constragidos em estar nessa escola e entrando pelo mesmo portão. Principalmente a criança, pois essa criança saiu de uma escola comum e veio para uma especial, a mudança em si causava um transtorno para ela e nessa escola ela passou a sentir que o seu problema era mais grave. E isso não trazia melhoras no aprendizado, Nesse momento , a escola solicitou a nossa consultoria.
Problemas
A entrada igual para todos os lados
Os pais das crianças com necessidades especiais queriam os filhos cursando com as crianças que somente tinham dificuldade de aprendizado.
As crianças com dificuldade de aprendizado não queriam frequentar as aulas ou mostravam mais desinteresse. E como consequência não havia melhora no seu aprendizado.
No intervalo das aulas o pátio era comum : os alunos com problemas de aprendizagem ficavam num canto sem interagir com os alunos da sua turma e muitas vezes não comiam nem o lanche.
A consultoria diante dos problemas relatados propôs fazer uma separação:
Espaço Físico
Diferenciar a entrada. A casa ficava de esquina e continuava num rua lateral. Vimos com a prefeitura e o zoneamento da área permitia a mudança da entrada . Alguns zoneamentos são estritamente residenciais. E com a mudança o pátio também seria separado.
Diante disso foi chamado profissionais para uma adaptação do espaço para os alunos com dificuldade de aprendizado e uma entrada paritcular.
Mudança de nome da escola
Usar outro nome fantasia diferenciando uma escola da outra.
Adaptação a nova realidade
Para os alunos com dificuldade de aprendizado foi criado um processo especial para a transição deles, enfocando que era uma dificuldade que acontece e pode ser solucionada.
Análise Diagnóstica
Sugerimos o teste de avaliação: exigir um teste prévio é a melhor estratégia para validar habilidades e conhecimentos.
Usando essa abordagem garantimos aos pais que o seu filho teria o melhor método para o seu desenvolvimento. Isso se aplicava a todos os alunos. Mas nos casos de crianças com necessidades especiais era fundamental pois envolvem muitos profissionais como: fonodiólogos,fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais entre outros.
Observação: o espaço físico dos alunos especiais também foi sugerido e este foi reformulado agora voltado para o seu público especifíco.
A mudança ocorreu no período das férias de julho e foi anunciado aos pais e estudantes com antecedência. A única alteração imediata foi: a diferenciação da entrada dos alunos. E que causou um grande benefício, o comparecimento as aulas normalizou e não havia mais problemas na entrada da escola.
CONCLUSÃO
Este foi um caso delicado na nossa consultoria.
Identificamos uma realidade que impactava significativamente o ambiente escolar e, com uma abordagem cuidadosa, implementamos soluções que levaram em consideração o bem-estar emocional de pais e alunos. Por meio de medidas objetivas para promover qualidade e bem-estar, superamos barreiras e estigmas associados ao tema.
Como resultado, a escola registrou um desempenho expressivamente positivo, atraindo mais alunos e consolidando um know-how valioso nessa área.
2. Anunciante x Cliente – Consultoria de Aconselhamento
Um cliente veiculou um anúncio de baixo investimento em um jornal de bairro, com a seguinte estratégia acordada: o anunciante deveria divulgar o anúncio nos stories do Instagram e em um grupo do WhatsApp, conforme os horários recomendados. A primeira postagem ocorreu por volta das 15h, enquanto as demais foram programadas para horários entre 23h e 24h.
Após três dias consecutivos com esse padrão, o cliente questionou via WhatsApp:
“Por que você está postando nesses horários? Não gera engajamento.”
Na manhã seguinte, ele reiterou o questionamento e enviou uma captura de tela mostrando os horários oficiais recomendados pelo Instagram, confirmando a informação.
O anunciante argumentou que, embora houvesse visualizações, o website do cliente não registrava conversões. Ao analisar os relatórios, constatou-se que o melhor desempenho ocorreu no primeiro dia, com 43 visualizações. Ficou então acordado que as postagens seguiriam os horários recomendados, mas, na prática, elas continuaram a ser publicadas à noite, de forma repetitiva.
Foi descoberto que a pessoa responsável pelos anúncios se sentiu ofendida com a pergunta sobre os horários e, sem saber como proceder, o cliente—que já era nosso cliente—nos procurou para orientação.
O que foi orientado
Questionar os horários de postagem, sobretudo quando existem dados que apontam para momentos mais eficazes, é uma atitude legítima e profissional. O Instagram, inclusive, possui recomendações baseadas no comportamento do público e no tipo de conteúdo divulgado.
A dúvida levantada pelo cliente evidenciava o desejo por entender a estratégia e otimizar o seu investimento, promovendo uma comunicação transparente e clara na relação com os prestadores de serviço.
Em nossa análise, a pergunta não foi ofensiva, desrespeitosa ou inadequada, a não ser que ela tenha sido articulada de forma agressiva, utilizando termos inadequados ou tom acusatório. Questionar a lógica por trás de uma estratégia – como os horários de postagem – é parte do processo de melhoria contínua.
Um profissional competente deve ser capaz de:
- Explicar a estratégia: Apresentar os motivos da escolha dos horários, com base em dados do público-alvo ou em testes realizados.
- Receber feedback: Ouvir as dúvidas e expectativas do cliente, estando aberto a discussões e possíveis ajustes.
- Gerenciar expectativas: Comunicar claramente se a estratégia adotada é experimental ou sujeita a modificações conforme os resultados.
A reação de considerar a pergunta ofensiva pode indicar insegurança, problemas de comunicação ou até falta de preparo para lidar com feedbacks, demonstrando a necessidade de sempre lembrar quem é o cliente. Essa postura—colocar as demandas e necessidades do cliente em primeiro lugar—é fundamental para evitar atritos desnecessários e manter uma relação profissional pautada na transparência e no respeito mútuo.
Nosso aconselhamento foi encerrar o anúncio, pois o tom da conversa já não refletia um ambiente profissional. O cliente optou por não solicitar reembolso e aprovou a solução proposta, ficando preparado para, futuramente, ter argumentos sólidos em situações semelhantes.
Essa abordagem reforça a importância de valorizar e respeitar o cliente, garantindo que a comunicação seja sempre clara e produtiva, o que contribui para evitar desentendimentos e atritos desnecessários.
Conclusão
O trabalho de uma consultoria consiste em analisar e identificar desafios que impactam diretamente os negócios. O processo começa com uma escuta atenta às necessidades do cliente, passando por uma avaliação abrangente de todo o ambiente a ser analisado. Por fim, são apresentadas soluções estratégicas e personalizadas, transformando desafios em oportunidades para um crescimento sustentável.
Nossa consultoria destaca a importância da escuta, da análise do contexto e da proposta de soluções assertivas, mantendo uma linguagem clara e objetiva.
